Curiosidades sobre a vida de Vivien Leigh

Nota: O texto a seguir foi traduzido por mim do original em inglês pertencente ao site Vivien Leigh & Laurence Olivier, com permissão da biógrafa Kendra Bean, autora do livro "Vivien Leigh: An Intimate Portrait", e só poderá ser reproduzido com autorização prévia.


Foto: Reprodução

Nome completo: Vivian Mary Hartley;
Apelidos: Viv, V, Vivling, Bibbs, Puss;
Nascimento: 5 de novembro de 1913, Darjeeling, Bengala Ocidental, Índia;
Cor do cabelo: Marrom escuro;
Cor dos olhos: Azul/verde;
Nacionalidade: Britânica;
Pais: Ernest Hartley, banqueiro e treinador de cavalos do Exército Indiano na Primeira Guerra Mundial; Gertrude Yackjee, irlandesa;
Religião: Vivien foi criada como católica romana;
Educação: The Convent of the Sacred Heart (Convento do Sagrado Coração), Roehampton, Londres, Inglaterra; concluiu os estudos em Paris, Bavária, e outros países da Europa; estudou na Academia Real de Arte Dramática, em Londres;
Idiomas: Fluente em francês, alemão e italiano;
Casamentos: Herbert Leigh Holman, advogado, de 20 de dezembro de 1932 a 30 de agosto de 1940; Laurence Kerr Olivier, ator, de 30 de agosto de 1940 a dezembro de 1960;



Vivien Leigh e Laurence Olivier
Foto: Reprodução

Filhos: Aos 19 anos, Vivien teve uma filha, Suzanne, com seu primeiro marido. Leigh Holman obteve a guarda da criança quando Vivien se casou com Laurence Olivier. O relacionamento de Vivien com Suzanne foi amigável da melhor maneira possível. Somente após o divórcio de Vivien e Larry as duas desenvolveram uma relação de maior proximidade.
Vivien era madrasta de Tarquin, filho de Laurence Olivier, e teve dois abortos enquanto estava casada com ele (li que ela sofreu um logo depois de se casar com Larry, ou é o que diz Alan Dent em “Vivien Leigh – A Bouquet”). Ela também foi madrinha de crianças de amigos famosos, como David Niven Jr. (filho mais velho de David e Primmie Niven) e Juliette Mills (filha mais velha de John e Mary Mills);
Outros relacionamentos: Embora muitas fontes digam que Vivien era hipersexual devido a depressão, os dois relacionamentos mais famosos em que ela esteve envolvida foram com Peter Finch e John “Jack” Merivale, ambos atores. Vivien também envolveu-se com John Buckmaster (cunhado de Jack Merivale e ator de teatro), enquanto era casada com Leigh Holman;

Foto: Reprodução

Hobbies: Jardinagem, palavras cruzadas, promover festas, caminhar, colecionar arte moderna e primeiras edições de Dickens;
Animais de estimação: Vivien era louca por gatos. Ela e Laurence Olivier tiveram 16 siameses. Dois gatos eram muito fotografados em sua companhia: um era New Boy, um lindo siamês dado por Larry no período em que viveram em Notley Abbey, e que os acompanhava nas viagens. O outro era Poo Jones, outro siamês que viveu com Vivien até o dia de sua morte. Vivien e Larry encontraram um gato abandonado enquanto viviam em Durham Cottage, nos primeiros dias do casamento, e lhe deram o nome de Tissy. Na época em que viviam em uma casa alugada em Hollywood (período das filmagens de “That Hamilton Woman”), um cão chamado Jupiter “Jupee” decidiu “adotar” os Oliviers. Vivien também teve um cachorro chamado Sebastian quando viveu na mansão Tickerage Mill, já estando próxima do fim de sua vida. Os Oliviers criaram vacas em Notley Abbey e Vivien as nomeou de acordo com os papéis que desempenhou no teatro: Cleopatra e Sabina foram dois dos nomes escolhidos.


Foto: Reprodução

Favoritos:
Flor – Rosa branca;
Comida – Cozinha francesa;
Um destino – França; em seu livro “By Myself and Then Some”, a amiga e atriz Lauren Bacall escreveu que Vivien sempre lhe disse que não poderia suportar um ano sem visitar sua amada França. Vivien também adorava os camarins e vestiários dos teatros em que atuava;
Perfume – Joy by Jean Patou;
Cor – Branco;
Carro – Rolls Royce;
Animal – Gato siamês;
Escritor – Charles Dickens;
Fotógrafo – Angus McBean (seu fotógrafo pessoal), Cecil Beaton (que foi grande amigo até uma briga com os Oliviers, em 1948);
Cigarros – Players;


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Vícios:
Fumar – é narrado que, durante as filmagens de “...E o Vento Levou”, Vivien chegava a fumar quatro maços de cigarro por dia. Laurence Olivier pediu a secretária dela, Sunny Lash, que a orientasse a reduzir o consumo;
Palavrões – Alexander Walker escreveu em seu livro que esse hábito teria se dado por influência de Larry, cuja palavra favorita parecia ser “fuck”. Vivien dizia palavrões frequentemente nos sets de filmagem, sobretudo quando as coisas não ocorriam de acordo com o cronograma.

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Doenças:
Transtorno bipolar – diz-se que foi resultado de um aborto em 1944. A doença se agravou ao longo dos anos e tratamento mentais, na época, eram rudes e ineficientes. Frequentemente, usava de violências contra Larry e às vezes surtava em público. Isto também causava insônia e hipersexualidade. Depois de uma crise nervosa em Hollywood durante as filmagens de “Elephant Walk” (ela havia retornado do Ceilão), o amigo David Niven esteve cuidando dela enquanto Larry retornava da Europa. Vivien voltou a Londres, onde foi hospitalizada e recebeu seu primeiro tratamento de choque. Larry disse que, quando ela acordou na cama de hospital, já não era mais a mesma com quem ele havia se casado. Muito embora houvesse sofrido outros problemas, o transtorno bipolar permaneceu como o que afetou sua vida e sua carreira mais sucintamente.
Tuberculose – possivelmente contraída durante uma turnê pela África do Norte, em 1943, ainda que Laurence Olivier houvesse dito que ela poderia ter contraído a doença em Liverpool, pois foi lá que desenvolveu tosses incontroláveis. Vivien Leigh perdeu 13 kg enquanto esteve nessa turnê e passou a sentir-se cansada. Médicos descobriram um esparadrapo tubercular em seu pulmão esquerdo e ela foi ordenada a um longo período de cama. Ela pareceu se recuperar, mas a doença se agravou em fins dos anos 1960 e a matou.

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Morte: 7 de julho de 1967, no número 54 na Eaton Square, em Belgravia, Londres, por complicações causadas pela tuberculose. Ela tinha 53 anos. Em 8 de julho, todas as luzes dos teatro de Londres se apagaram em sua homenagem. Em seguida de sua morte, foi construído um memorial público em St. Martin-in-the-Fields, em Trafalgar Square. De acordo com várias pessoas, a igreja ficou repleta de amigos e celebridades aguardando o momento de dizer adeus. Em Los Angeles, alguns meses mais tarde, os companheiros de Hollywood renderam-lhe tributo com um memorial na Universidade da Carolina do Sul. Lá, nomes como George Cukor, Greer Garson, e outros, compartilharam suas memórias de Vivien e cenas de todos os seus filmes.
Outro memorial privado foi construído por sua mãe, filha, enteado e outros amigos próximos, em sua mansão Tickerage Mill, em Sussex. Suas cinzas foram dispersas nas águas do lago atrás da casa.
Hoje há inúmeros memoriais ao redor de Londres dedicados à memória de Vivien Leigh. Uma placa foi colocada na Actors Church no Convent Garden por seu amigo, John Mills. Em seu apartamento na Eaton Square, há uma placa de Patrimônio Britânico, e um banco posto no jardim por sua mãe.

Autora: Kendra Bean
Texto original em inglês: Vivien Leigh & Laurence Olivier

Império Retrô

Criado em 2010 por Rafaella Britto, o blog Império Retrô aborda a influência do passado sobre o presente, explorando os diálogos entre moda, arte e sociedade.

14 comentários:

  1. É triste ver que tantos artistas acabam tendo vidas não tão glamourosas quanto pensamos. Sinto muito pelo fato também de os tratamentos para o transtorno bipolar fossem tão ruins... Sei que a medicina fazia o que podia, mas nossa. Apesar de tudo a atriz era maravilhosa e linda demais. Adorei ela como Scarlett O'Hara e ela é pra sempre uma das mulheres mais bonitas que eu já vi.
    Ótimo post! Adorei!

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    1. Você tem toda razão! É triste ver como as vidas de artistas grandiosos nem sempre foram espetáculos maravilhosos. Enquanto eu lia a biografia da Vivien, há algum tempo atrás, só Deus sabe como chorei quando o Larry a deixou, por não saber lidar com a doença... Precisamos considerar que muito do que vemos nos dias de hoje era ainda novo naquele período, incluindo algumas descobertas da medicina. O tratamento para transtorno bipolar era realmente cruel. E apesar de tudo, Vivien foi uma das mais belas mulheres do mundo, e uma atriz inegavelmente brilhante.

      Fico feliz que tenha gostado! Beijos, volte sempre!

      Rafaella

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  2. Coitada, além dos problemas do transtorno bipolar ainda sofria com o tratamento assustador da medicina da época.... A streetcar named desire é o meu filme favorito dela :) Ei, parabéns pelo blog! é bom saber q nao estou só no amor pelo cinema classico

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    1. "A Street Car Named Desire" e "...E O Vento Levou" são maravilhosos! Eu sou uma junção de Blanche com Scarlett. ♥

      Muito obrigada, é muito bom saber que existem outros admiradores do cinema clássico espalhados por aí! ;)

      Beijos,
      Rafaella.

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  3. Linda , e talentosa Vivien Leigh . Gone with the wind é um clássico e meu filme preferido .

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  4. Não conhecia o site. Adorei! Favoritado.

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  5. Vivien leigh Atriz incrível.fiquei fã dela depois que vi o filme uma rua chamada pecado e ..e o vento levou. fico muito feliz em saber que tem gente que gosta e admira filmes antigos clássicos.

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  6. amo e o vento levou a vi no filme lesse sera sempre querida.

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  7. Adorei o post...sou apaixonada por ela e seus personagens. Inclusive já fui fantasiada de Scarllet em uma festa a fantasia, gastei uma fortuna mas queria homenageá-la. Tenho bonecas do filme tb e outros filmes. Sou apaixonada por clássicos...

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    1. Puxa! que incrível! sua coleção deve ser fascinante.. não tem fotos publicadas das sus bonecas?

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  8. Sou apaixonada por filmes clássicos e sempre pesquiso sobre curiosidades do filme ...e o vento levou pois foi o primeiro que me apaixonei, quando tinha somente 6 anos. Tenho vários filmes de Vivien, bonecas com seu rosto e até já mandei fazer uma fantasia de Scarlett para homenageá-la em uma festa. Triste saber que não foi feliz...

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  9. era era maravilhosa... certamente uma das mais belas de todos os tempos. Triste pensar como viveu e morreu; Foi cedo demais

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