Dirigido por Cecil M. Hepworth e Percy Stow, o filme Alice in Wonderland, lançado em 17 de outubro de 1903, foi a primeira adaptação cinematográfica do clássico de Lewis Carroll. Estrelado por May Clark, o filme tornou-se memorável pelo uso de efeitos especiais (como visto nas cenas onde Alice sofre metamorfoses em seu tamanho, crescendo e diminuindo) que à época surgiam como célebres novidades. Com o passar dos tempos, o filme foi parcialmente perdido, e somente uma cópia do original é conhecida e chegou aos nossos dias. O British Film Institute lançou uma cópia restaurada em 24 de fevereiro de 2010. A versão original possui 8 minutos, enquanto a versão restaurada, 10.
Assista:
Extraído do livro "A vida de
um artista em Florença, na época do Renascimento", de Pauline J. Despois.
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| Lucas Cranach. Portrait of Princess Sybille of Cleves, Wife of Johann Friedrich the Magnanimous of Saxony, 1520. |
Se a arte da tecelagem pôde desenvolver consideravelmente, foi em grande parte graças aos progressos técnicos que tanta fama deram a Florença; a partir do inicio do século XV, os tecelões utilizavam um tear provido de um mecanismo acionado com o pé e conseguiam trabalhar com mais facilidade e rapidez.
Esses instrumentos permitiram, de
então em diante, o fabrico de todos os tipos de tecidos de seda: cetins, veludos,
tafetás, brocados, etc. Sabemos que certos fabricantes tinham inventado novos tecidos,
mas a maioria contentava-se em reproduzir os de origem oriental, como a musselina
que era um tule fino fabricado em Mossoul, ou como o balquino, de seda e ouro,
manufaturado em Bagdade. (Este último era utilizado nos dosséis que protegiam os
cadeirais de reis e imperadores; mais tarde, a palavra baldaquino passou a designar
o móvel recoberto desse tecido).
Os tecidos uma vezes eram lisos e
outras vezes apresentavam um padrão; os lisos podiam ainda ser ornados com motivos
complementares, feitos com pequenas pérolas ou bordados: pássaros, flores de romã
ou de cardo, cachos de uvas ou folhas de figueira. Naqueles em que o desenho era
tecido os motivos representavam frequentemente flores e folhas. Artistas de renome
– como Pollaiolo, e mesmo o grande Botticelli – não hesitaram em pôr o seu talento
ao serviço da corporação dos tecelões, para quem desenharam ornatos destinados
aos mais belos desses tecidos. Mas ainda, chegaram a ver-se transformados em figurinistas,
por ocasião de uma festa da corte ou de Carnaval, para criarem trajos de sonho.
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| Andrea del Castagno (1421-1457) - Ciclo de afrescos de homens e mulheres famosas, ca.1449-51 (Villa Carducci, Legniai, perto de Florença) |
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| Andrea del Castagno (1421-1457) - Ciclo de afrescos de homens e mulheres famosas, ca.1449-51 (Villa Carducci, Legniai, perto de Florença) |
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| Andrea del Castagno (1421-1457) - Ciclo de afrescos de homens e mulheres famosas, ca.1449-51 (Villa Carducci, Legniai, perto de Florença) |
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| Andrea del Castagno (1421-1457) - Ciclo de afrescos de homens e mulheres famosas, ca.1449-51 (Villa Carducci, Legniai, perto de Florença) |
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| Andrea del Castagno (1421-1457) - Ciclo de afrescos de homens e mulheres famosas, ca.1449-51 (Villa Carducci, Legniai, perto de Florença) |
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| Andrea del Castagno (1421-1457) - Ciclo de afrescos de homens e mulheres famosas, ca.1449-51 (Villa Carducci, Legniai, perto de Florença) |
Mas, mesmo sem o concurso dos pintores
ilustres, era preciso que os simples desenhadores de modas, assim como os tintureiros
e os bordadores, tivessem muito bom gosto e talento, para poderem realizar aquelas
maravilhas de harmonia de cor e de estilo que fizeram dos trajos florentinos obras-primas
de suntuosidade.
Foi a partir do século XIV que os
mais elegantes florentinos lançaram a moda do trajo curto para os homens, estabelecendo
assim a diferença entre o vestuário masculino e o feminino. No entanto, ainda
que em toda a Europa Ocidental o trajo – masculino e feminino – das classes abastadas
seguisse mais ou menos a mesma evolução, criou-se em cada região, e particularmente
em Florença, modas locais. É freqüente podermos reconhecer as personagens florentinas
em quadros pelas suas mangas tufadas; os homens apresentam-se em capuccio, uma
espécie de turbante com uma armação de cortiça; as mulheres usam vestidos com
um grande decote quadrado e penteados lisos.
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| The Return of Odysseus - Bernardino di Betto (1508-09) |
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| Detalhe de Young Woman at her Toillete - Giovanni Bellini (1515) |
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| Retrato de uma Dama - Francesco Salviati Rossi (século 16) |
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| Parnassus (Marte e Vênus), Andrea Mantegna, 1496-97 |
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| Antonio Pisanello, The Virgin and Child with Saints George and Anthony Abbot, c. 1450 |
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| Detalhe de São João, o Evangelista, na Ilha de Patmos - Domenico Ghirlandaio (ca. 1480-85). |
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| Alessandro Allori. Detalhe do Retrato de Camilla Martelli, 1570. |
Entre os artesãos do vestuário não
devemos esquecer os retroseiros, que manufaturavam toda a espécie de enfeites, sendo
os mais luxuosos feitos á base de ouro e de prata:rendas e franjas, com as quais
os florentinos mais ricos, tanto homens como mulheres, ornavam os seus trajos
de gala. As franjas não eram aplicadas somente ao fundo dos vestidos e dos mantos,
mas também, em ocasiões de grandes cerimônias (visitas reais ou papais), aos caparazões
dos cavalos.
Um outro luxo muito apreciado
pelos florentinos eram as peles. Iam até à Pérsia buscar peles precisosas. Homens
e mulheres mandavam bordar e forrar os seus trajos de gala de pele de arminho ou
de esquilo cinzento.
Vejamos, por exemplo, de que se
compunha, em 1424, o enxoval de uma noiva florentina: um vestido de seda e de ouro,
com pele; um vestido de rosado, forrado de tafetá; um vestido de pano de seda e
ouro e seda às florzinha; um vestido cor de fogo desmaiada, forrado de pele de esquilo
cinzento; um vestido de pano de seda e ouro, em veludo; uma capa preta; e, por
fim, três cintos de prata.
Entre os acessórios de vestuário
mais importantes figuravam as luvas de todos os tons, lisas ou bordadas; podiam
ser de pano, mas as mais características e muitos apreciadas pelos estrangeiros
eram as luvas de pele macia que os luveiros florentinos impregnavam de perfume.
Quanto aos sapatos também os fabricavam em pano ou em couro.
Referências:
Livro: A vida de um artista em Florença, na época do Renascimento - Pauline J. Despois
Referências:
Livro: A vida de um artista em Florença, na época do Renascimento - Pauline J. Despois
"O artista é criador de coisas belas.
Revelar a arte e encobrir o artista é a razão de ser da arte. O crítico é aquele capaz de exprimir de modo diferente e com material diferente, a sua impressão das coisas belas.
A forma e crítica mais elevada, como a mais baixa é um gênero de autobiografia.
Os que só vêem intenções vis nas coisas belas são depravados destituídos de encanto. É um defeito.

















