"O artista é criador de coisas belas.
Revelar a arte e encobrir o artista é a razão de ser da arte. O crítico é aquele capaz de exprimir de modo diferente e com material diferente, a sua impressão das coisas belas.
A forma e crítica mais elevada, como a mais baixa é um gênero de autobiografia.
Os que só vêem intenções vis nas coisas belas são depravados destituídos de encanto. É um defeito.
Referências: Moda Almanaque
Publicado na Folha da Manhã, domingo, 30 de julho de 1933
Neste texto foi mantida a grafia original
O filme falado operou uma grande revolução na industria cinematographica norte-americana; o filme falado substituiu completamente o filme mudo. Em Hollywood trabalha-se noite e dia na producção de "talkies". Todo os estudios foram equipados para esse fim, salvo um: o de Charlie Chaplin. Charlie é o ultimo baluarte da arte muda. Recusa-se a admittir o "écran" sonóro reclamado pela universidade do publico americano e até o presente, pelo menos, passa o máu humor não produzindo nada.
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| Al Jolson e May McAvoy em "O Cantor de Jazz" |
Publicado na Folha da Manhã, domingo, 30 de julho de 1933
Neste texto foi mantida a grafia original
O filme falado operou uma grande revolução na industria cinematographica norte-americana; o filme falado substituiu completamente o filme mudo. Em Hollywood trabalha-se noite e dia na producção de "talkies". Todo os estudios foram equipados para esse fim, salvo um: o de Charlie Chaplin. Charlie é o ultimo baluarte da arte muda. Recusa-se a admittir o "écran" sonóro reclamado pela universidade do publico americano e até o presente, pelo menos, passa o máu humor não produzindo nada.
Referências: Moda Almanaque
Publicado na Folha da Manhã,
segunda-feira, 5 de outubro de 1925
Neste texto foi mantida a grafia original
Com a exposição de Artes Decorativas, Paris movimentou-se este anno. Mas Paris não necessita de semelhantes attractivos para ser doce na primavera... O que ella já possue de si é já bastante. Mas Paris tem uma vida muito mais agitada durante a primavera e os primeiros dias do verão. É então que se falla na capital franceza quasi todas as linguas e muito pouco o francez. É que de todos os paizes affluem visitantes à grande Cidade-Luz. Assim Paris é a cidade da moda, que não decae, apesar dos seus inumeros inconvenientes. E, como é cidade da moda, é uma cidade artificial. Tudo em Paris é artificio. As mulheres principalmente revestem-se da mais espantosa artificialidade. Uma parisiense moderna - porque tambem ha parisienses que não são modernas, - mal acaba de comer e toma logo do seu espelhinho portatil do seu estojo de carmim, para avivar o vermelho dos labios. Mas não é só: tinge de preto os olhos, dá coradura às maçãs do rosto, de commum desprovidas de côr, alisa os cabellos, penteia as sobrancelhas e polvilha-se de qualquer perfume. |
"Embora tenham sido encontradas agulhas feitas de marfim, usadas para costurar pedaços de couro, que datam cerca de 40 000 a.C., ou mesmo evidências de que o tear foi inventado há cerca de 9 000 a.C., só podemos pensar em moda em tempos muitos mais recentes. Ela se desenvolve em decorrência de processos históricos que se instauram no final da Idade Média (século XIV) e continuam a se desenvolver até a chegar ao século XIX. É a partir do século XIX que podemos falar de moda como a conhecemos hoje (POLLINI, 2007).
Texto: Moda Almanaque
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| Audrey Hepburn |
Um vestido preto sugere sofisticação, poder e sensualidade. Um verdadeiro curinga no armário das mulheres, ele é tão básico que combina com praticamente tudo, o que lhe permite ser usado durante o dia com tênis, mochila e acessórios coloridos, ou à noite, numa produção mais elaborada.O surgimento do que hoje chamamos de "pretinho básico" data de 1926, ano em que a revista "Vogue" publicou uma ilustração do vestido criado por Chanel - o primeiro entre vários que a estilista iria criar ao longo de sua carreira.
Antes dos anos 20, as jovens não podiam usar preto e as senhoras o vestiam apenas no período de luto.
A década de 30 começou com a grande depressão, resultado da quebra da Bolsa de Valores de Nova York, e terminou com a 2ª Grande Guerra. Além de estar fora de moda a ostentação, as mulheres estavam saindo para trabalhar fora de casa. Nesse cenário, as roupas para o dia tornaram-se mais sérias e o vestido preto se mostrou perfeito para a nova mulher que surgia.
Apenas em 1947 o vestido preto se transformou, ano em que o estilista francês Christian Dior lançou o seu New Look, um novo estilo de roupas, com cinturas apertadas e quadris avantajados, valorizando as formas femininas. O uniforme dos anos 50, que se espalhou pelo mundo, era um vestido preto, com golas e luvas brancas, usado com um colar de pérolas, sapatos coloridos e uma estola de pele. Acabou assim, junto com a guerra, o modo simples e econômico de se vestir.



























