"Rock me baby": a moda em Woodstock


Entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, mais de meio milhão de pessoas reuniram-se em uma fazenda da pequena vila de Bethel, em Nova York, para celebrar a paz, o amor, e viver três dias de completa liberdade: assim foi o Festival de Woodstock, marco da contracultura do fim da década de 1960 e início de 70. O evento, responsável por alterar os rumos da música popular, contou com a participação de 32 nomes consagrados da história do rock, dentre eles, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Joe Cocker, Jefferson Airplane, Creedence Clearwater Revival, The Who e Santana.




A geração do pós-Segunda Guerra testemunhou a corrida espacial e o advento da globalização. Imersos em um contexto de Guerra Fria, opressões e violências, os jovens constataram a transformação do homem pela sociedade de consumo, e encontraram nas diversas manifestações artísticas poderosas ferramentas de contestação. Em franca oposição a Guerra do Vietnã, os hippies pregavam a “paz e o amor”, o socialismo libertário, o misticismo e a vida em comunhão com a natureza.


(Foto: Life/Reprodução)

O Festival de Woodstock recebeu este nome porque, originalmente, deveria ocorrer na vila de Woodstock, em Nova York. O evento, porém, sofreu resistência dos habitantes de Woodstock e teve de ser transferido para outra vila, Bethel, localizada a uma hora e meia de distância. Cerca de 186 mil ingressos foram vendidos antecipadamente e os organizadores estimaram um público de aproximadamente 200 mil pessoas. Entretanto, o evento foi invadido por mais meio milhão de pessoas, tornando-se aberto e gratuito.


(Foto: Life/Reprodução)

A grande concentração provocou congestionamento nas principais avenidas. Foram registradas duas ocorrências de morte, sendo uma por atropelamento de trator e outra por overdose de heroína. “Nós não sabíamos exatamente se as coisas estavam indo bem ou não”, disse Grace Slick, vocalista do Jefferson Airplane, à Rolling Stone, quando perguntada sobre se sabia que Woodstock teria um impacto cultural tão grande. “Eu só pensava em como era horrível o tempo que levava pra ir até o banheiro fazer xixi ou vomitar. Você não podia se mover.”


(Foto: Life/Reprodução)

Durante três dias, a multidão, unida por uma mesma harmonia, enfrentou chuva, lama, racionamento de comida e más condições de higiene, porém não perdeu seu senso de estilo. Em Woodstock, para além da música, a moda foi um show à parte: o despojamento do visual “Flower Power”, marcado pelas cores vivas, continua a influenciar a estética jovem. Nas palavras de Joni Mitchell, “Woodstock foi uma centelha de beleza”.

(Foto: Life/Reprodução)

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Foto de abertura: Reprodução 

Império Retrô

Criado em 2010 por Rafaella Britto, o blog Império Retrô aborda a influência do passado sobre o presente, explorando os diálogos entre moda, arte e sociedade.

Um comentário:

  1. Não estive lá... que pena!!! Acho que foi um sonho, que quase virou realidade. Encanta, fascina, entusiasma e nos faz sonhar também, até hoje. Creio que houve inspiração supra-humana, do tipo: "stop"... Grato pelo registro que todos, quem esteve ou não no festival, guardará com carinho!

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