As lições de estilo de Olivia de Havilland

Por Rafaella Britto


Olivia de Havilland chega aos 100 anos esbanjando beleza e elegância: em mais de meio século de carreira, a musa, duas vezes vencedora do Oscar de Melhor Atriz - pelos filmes “Só Resta Uma Lágrima” (1946) e “Tarde Demais” (1949) -, é reconhecida como uma das maiores lendas da história do cinema.
Nascida em Tóquio, em 1 de julho de 1916, Olivia mudou-se para Nova York com sua mãe, Lillian Fontaine, e sua irmã, a também atriz Joan Fontaine, em 1925. Foi descoberta pelo diretor teatral Max Reinhardt nos anos 1930 e chamou a atenção de Hollywood.


(Foto: Reprodução)

Olivia foi parceira de Errol Flynn em inúmeras produções de sucesso, incluindo “Capitão Blood” (1935) e “As Aventuras de Robin Hood” (1938). Errol não escondia sua admiração por De Havilland e, durante muito tempo, especulou-se um romance entre os atores, o qual Olivia negou: “Eu tive de fato uma queda por Errol Flynn durante as filmagens de Capitão Blood”, disse. “Eu o achava absolutamente sensacional, durante três anos contínuos, sem ele sequer imaginar. Então ele começou a me cortejar, mas não deu em nada. Eu não me arrependo disso; ele poderia ter arruinado minha vida.”


Com Errol Flynn em "Dodge City", 1939 (Foto: Reprodução)

De Havilland ascendeu ao estrelato em 1939, ao interpretar a inesquecível Melanie em “...E O Vento Levou”, que rendeu-lhe sua primeira indicação ao Oscar (sendo esta sua única indicação ao prêmio de Coadjuvante). Foi indicada ao prêmio de Melhor Atriz pela primeira vez em 1941 por “Hold Back the Dawn”, porém perdeu para Joan Fontaine, Melhor Atriz por “Suspeita”, de Hitchcock. Após este evento, as irmãs tornaram-se rivais por toda a vida.


Joan Fontaine e Olivia de Havilland (Foto: Reprodução)

A atriz é pioneira na luta pelos direitos dos atores: Olivia denunciou a escravidão a qual os atores eram submetidos nos estúdios. O sucesso de sua batalha judicial contra Hollywood originou a Lei De Havilland, que reduz o poder dos estúdios e garante maior liberdade aos artistas.

ESTILO

Tímida e discreta, a musa considera que o principal segredo para ser bonita é “aprender a relaxar”: “Tensão não é boa para a aparência. Quando eu estou muito cansada, tomo um copo de chá e um banho quente para relaxar.” (1)


(Foto: Reprodução)

De Havilland é ícone de elegância, porém considera que a aparência não é tudo e o fator estilo é mais importante: “Há mulheres famosas na história que não eram excepcionalmente bonitas, mas criaram esta impressão graças ao seu magnetismo. As roupas que você veste não precisam ser caras, mas precisam ser escolhidas para que combinem entre si e fiquem bem em você. Você não deve se esquecer da unidade – não pegue um chapéu aqui e um vestido lá e deixe passar o fato de que, juntos, eles podem não combinar. Não importa quão pouco você tenha para gastar, você pode estar sempre moderna e elegante.” (2)

No centenário de Olivia de Havilland, relembramos os melhores momentos fashion da atriz em nossa galeria de estilo.



Referências:
(1) (2) Olivia de Havilland ao Sunday Herald - 8 de fevereiro de 1953

Foto de abertura: Reprodução

Império Retrô

Criado em 2010 por Rafaella Britto, o blog Império Retrô aborda a influência do passado sobre o presente, explorando os diálogos entre moda, arte e sociedade.

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